Se você também é super comprometida(o) com seus clientes e pacientes, está sempre procurando uma forma de melhorar seu atendimento com novas técnicas, ferramentas e práticas como anamnese nutricional, além de tudo adora estudar, esse artigo é para você!

 

TURBINE SEU ATENDIMENTO COM O MODELO DE ANAMNESE NUTRICIONAL

 

Mostramos como uma simples ferramenta complementar incorporada à sua rotina de atendimento pode elevar o nível da sua consulta e principalmente, dar ao paciente o poder do autoconhecimento, fator fundamental na reeducação alimentar, não é mesmo?

Quando falamos de anamnese, sabemos que não se trata de uma técnica específica, pois cada profissional pode adaptar para seu próprio estilo.

Mesmo que você não aplique anamnese nutricional em sua rotina de atendimento, você pode aplicar o Diário Alimentar, independentemente.

O que propomos aqui é adicionar um complemento, uma ferramenta que poderá “turbinar” seu atendimento para gerar resultados incríveis.

Para isso, é muito importante ter um conhecimento prático e entender a importância dessa ferramenta. Neste artigo, serão abordados os seguintes assuntos:

  • 1) PARA QUE SERVE O DIÁRIO ALIMENTAR: FOME E SACIEDADE?
  • 2) QUAIS PROBLEMAS RESOLVEMOS AO APLICAR?
  • 3) OBTENHA MAIS INFORMAÇÕES DO PACIENTE COM O DIÁRIO – COMER EMOCIONAL
  • 4) QUAIS SÃO OS RESULTADOS ESPERADOS?
  • 5) COMO APLICAR? “DIÁRIO – FOME E SACIEDADE e COMER EMOCIONAL”

Só para deixar claro, o que queremos dizer com “turbine o seu atendimento”:

Com a aplicação dessa ferramenta, o nutricionista pode orientar o paciente com muito mais informação, sendo assim, as orientações têm muito mais chances de serem seguidas.

Quando o nutricionista passa uma dieta que chamamos “de gaveta”, ou seja, a mesma dieta para todo mundo.

Caso ela não se encaixe na rotina, nos gostos, nos hábitos e nas necessidades do paciente (e provavelmente não vai pois somos todos muito diferentes), o paciente não vai seguir.

Esta abordagem faz com que exista uma fidelização do paciente, fazendo com que mesmo que ele não consiga todas as metas propostas, ele volte à consulta, porque o relacionamento dele com o profissional já será outro, de maior conversa, abertura, cumplicidade.

O nutricionista vira um co-autor do tratamento, orientando sobre alimentação, mas sempre de forma extremamente individualizada. Isso é “turbinar” seu atendimento ; -)  

 

1) PARA QUE SERVE O DIÁRIO ALIMENTAR- FOME E SACIEDADE?

 

Acima de tudo, serve para diagnosticar qualquer questão alimentar dentro da nutrição clinica.

É extremamente eficaz em pacientes com comer transtornado e transtorno alimentar, em pacientes que buscam emagrecimento ou comer mais saudável de uma forma geral.

Também indicado a pacientes com patologias – para entender como adaptar as restrições alimentares dentro da rotina que a pessoa já tem – além ajudar no processo de reeducação alimentar.

Esta ferramenta ajuda muito o nutricionista a ter clareza na hora de passar o tratamento ao paciente, pois é possível propor mudanças a partir do que o paciente entregou no diário.

Ao invés de simplesmente entregar um plano alimentar genérico, o nutricionista vê no diário a rotina daquele paciente e propõe mudanças ou adaptações já inseridas nessa rotina registrada no diário.

 

2) QUAIS PROBLEMAS RESOLVEMOS AO APLICAR?

 

O principal ponto é não ter mais que passar sugestões de mudanças de hábitos baseadas em pouca informação, ou baseada apenas na memória do paciente naquele dia da consulta.

Resolvemos o problema de entender não apenas o que o paciente come e quanto, mas também como é o seu comportamento alimentar.

Na nutrição comportamental não se trabalha apenas com o que o paciente come, mas também COMO ele come (que o diário ajuda a entender), e PORQUE ele come (que o Diário – Comer Emocional ajuda a entender).  

 

3) OBTENHA MAIS INFORMAÇÕES DO PACIENTE COM O DIÁRIO – COMER EMOCIONAL

 

Sabe quando você está no meio de uma consulta e se sente insegura(o) pois não tem muitas informações da parte do paciente?

O Diário Comer Emocional pode te dar mais segurança! Ao aplicar o [Diário – Comer Emocional] você minimiza o problema de passar sugestões de mudanças de hábitos baseadas em pouca informação ou baseada apenas na memória do paciente naquele dia da consulta.

E, principalmente, você poderá ter acesso ao SENTIMENTO que o seu cliente tem na hora da refeição.

Por exemplo ao relatar no diário, o paciente vai poder informar se está: Irritado, exausto, triste, frustrado, estressado, deprimido, ansioso, solitário, entediado, culpado, tranquilo, alegre, satisfeito, esperançoso, animado, grato, etc…

Isso faz muito sentido para se trabalhar de uma maneira harmônica.

O nutricionista vira um co-autor do tratamento, orientando sobre alimentação, mas sempre de forma extremamente individualizada.

 

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4) QUAIS SÃO OS RESULTADOS ESPERADOS?

 

Com a aplicação desta técnica que pode ser complementar à anamnese nutricional, espera-se que o paciente forneça o maior número de informações possível para o nutricionista, que por sua vez, tem a possibilidade de propor um tratamento mais específico e individualizado. Sinais percebidos:

  • Reflexão sobre o que e quanto o paciente come;
  • Autoconhecimento
  • Contato maior com o próprio corpo;
  • Percepção dos sinais de fome e saciedade;

De uma forma mais geral, o diário ajuda a empoderar este paciente a fazer melhores escolhas alimentares baseado no que é melhor exclusivamente para ele.

Com isso, é dado a ele no decorrer do tratamento, uma autonomia sobre seu corpo e sua alimentação, com a ajuda do nutricionista- e não totalmente imposto pelo nutricionista.  

 

5) COMO APLICAR? “DIÁRIO – FOME E SACIEDADE e COMER EMOCIONAL”

 

Depois, claro, de uma conversa inicial para entender quais são as demandas do paciente, e caso o nutricionista entenda que esta seja a ferramenta adequada para trabalhar com aquele paciente, ele vai entregar o diário para ser preenchido.

Ele pode imprimir a quantidade de dias que ele quer que o paciente preencha (o ideal é que ele preencha todos os dias até o retorno, seja em uma semana, seja em 15 dias… quanto mais dias o paciente preencher, mais informações ele vai ter sobre a rotina alimentar).

Ele vai então explicar o preenchimento. Sempre depois de comer qualquer coisa, o paciente vai preencher que horas comeu, o que comeu e a quantidade e o local onde comeu.

Por que essas informações são importantes?

O nutricionista vai entender quais são os alimentos mais consumidos.

Sobretudo, que horas a pessoa come, quanto tempo fica sem comer, se ela come comidas de café da manha no café da manha, comidas de almoço no almoço e etc… a quantidade de cada alimento que a pessoa consome… e também se ela costuma comer em casa, em restaurante, sozinha, com a família, com os colegas de trabalho.

Acima de tudo, ajuda a diagnosticar melhor como é o comportamento alimentar daquela pessoa.

E o mesmo vale para ver o consumo de água no dia a dia… a cada copo que a pessoa tomar, ela faz um X ou círculo em um copo no diário.

CONTEÚDO BÔNUS!

Como Utilizar na Prática o Diário Alimentar Considerando Fome e Saciedade (Parte – 1)
Deixamos de bônus para você aprender ainda mais.

SAIBA MAIS SOBRE ESTE TEMA, ASSISTA AO VÍDEO:

 

Como Utilizar na Prática o Diário Alimentar Considerando Fome e Saciedade (Parte 1)

#ANTES DE COMER

É muito importante que o nutricionista explique ao paciente que ANTES DE COMER, ele precisa prestar atenção em como está a sua fome.

Prestar atenção no corpo, ver alguns sinais e sintomas da fome, e dar uma nota para esta fome de 1 a 10, sendo 1, o mais vazio que o estômago pode estar e 10 o mais cheio!

Então, para ajudar a pensar nesta nota é que existe a escala.

Com o passar do tempo, com o hábito, o paciente vai dar a nota mais intuitivamente, mas para ajudar no começo, ele pode consultar a escala.

#DEPOIS DE COMER

Tão importante quanto o antes, vem o DEPOIS DE COMER. Ele vai fazer a mesma observação dos sinais do corpo e dar uma nota (na mesma escala de 1 a 10, sendo 1 o mais vazio que o estômago pode estar, e 10 o mais cheio).

Ele pode continuar usando a escala para se basear.

Por que essa escala é tão importante?… na abordagem não prescritiva se trabalha principalmente com um comer mais intuitivo, com a sabedoria do corpo em saber o que e o quanto temos que comer.

Na abordagem tradicional, o nutricionista normalmente passa o que a pessoa deve comer, que horas e quanto.

Ou seja, não importa se a pessoa está ou não com fome, é uma decisão que vem de fora.

Na abordagem não prescritiva há uma confiança na sabedoria interna que todos os organismos têm.

 

Anamnese-Nutricional-Diario-Alimentar

 

Mas, como as pessoas andam bem desconectadas do próprio corpo ultimamente, é importante praticar esta observação, sempre prestar atenção nos sinais de fome e saciedade, e a escala ajuda a redescobrir isso.

Outra coisa importante, é que se o cliente preencher o diário apenas com o que e quanto comeu, o nutricionista não consegue relacionar o quanto aquela pessoa comeu por estar ou não com fome.

Por exemplo, se a pessoa almoçou meio dia e comeu uma salada, é possível com a nota entender se ela comeu só a salada porque não estava com fome, se ela terminou saciada, se ela comeu só a salada e terminou a refeição com calma, etc.

Em conclusão, se você gostou do artigo, ele foi útil para você, escreve aqui pra gente.

Pensou em algo que podemos aprimorar? Sua sugestão será muito bem vinda!

Patrícia Belotti – @paticia.belotti

Referências:

  • A escala de fome e saciedade utilizada foi adaptada pelo The Center for Health Promotion and Wellness no MIT Medical, do livro You Count, Calories Don’t ,Ominchanski, L. (1992)
  • Harvey, J., Krukowski, R., Priest, J. and West, D. (2019), Log Often, Lose More: Electronic Dietary Self‐Monitoring for Weight Loss. Obesity, 27: 380-384. (Artigo recente que mostra que as pessoas que fazem diário alimentar emagrecem mais)

Livros que usei de fonte para falar da importância do diário alimentar contemplando fome e saciedade, a importância de perceber mais os sinais de fome e saciedade do corpo, e sobre abordagem não prescritiva:

Mindful Eating: A Guide to Rediscover a Healthy and Joyful Relationship with Food – Jan Chozen Bays

Intuitive Eating: a Revolutionary Program that Works – Evelyn Tribole, Elyse Resch

The Joy of Half a Cookie: Using Mindfulness to Lose Weight and End the Struggle With Food – Jean Kristeller, Alisa Bowma

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