Os 9 tipos de fome…
E você…reconhece sua fome? Descreva para nós…

Já parou para pensar no quanto o estado emocional pode determinar nossas atitudes, principalmente com relação à comida? Agora pense sobre a importância da sua escolha em cada refeição, para o seu corpo e alma. Você é capaz de reconhecer seus tipos de fome? É física ou emocional?

Dra. Jan Chozen Bays, pediatra e monja que trabalha com mindful eating (comer consciente) há décadas. Segundo esta autora é possível dividir 9 tipos de fome:

1. Fome dos olhos

Uma refeição apresentada com beleza será muito mais atraente que uma refeição ofertada sem capricho, mesmo que sejam os mesmos ingredientes. Se durante a refeição estamos em outra atividade, assistindo TV, no computador ou celular, deixamos de apreciar o alimento, não “enchemos os olhos” e a satisfação desta fome ficará incompleta. Em segundo lugar, temos…

2. Fome do olfato (do nariz)

Sentir o aroma dos alimentos é essencial para o nosso gosto. A maioria das vezes em que nós pensamos que é gosto, é na verdade o “cheiro” da comida. Lembre-se das vezes em que teve uma gripe; o que aconteceu com o sabor dos alimentos? Para satisfazer a sua fome do olfato, experimente sentir o aroma dos alimentos antes de começar a comer. Mas não é só isso, ainda existem mais tipos de fome…

3. Fome de boca

O que classificamos como comida saborosa, atraente é muitas vezes resultado de um condicionamento social, às vezes influenciado por nossa criação. Azedo, doce, salgado, picante, os temperos, texturas em nossa boca, que sensações nos trazem? O líquido, o sólido? Sentimos a necessidade de mastigar (“boca nervosa”)? Estar mais consciente, cultivando a curiosidade e abertura em torno dos diferentes sabores e texturas em nossas bocas, pode ajudar a satisfazer nossa fome da boca.

4. Fome do tato

Muitas vezes nossa necessidade está em sentir, com nossas mãos, o alimento, sua temperatura, textura e isto pode influenciar o quanto isto nos satisfaz e a quantidade que conseguimos consumir. Ex: comer pizza com garfo e faca ou segurando com as mãos, ou mesmo um frango à passarinho.

5. Fome do ouvido

O barulho que um alimento faz ao mordermos e mastigarmos, motivados por sua crocância, contudo, muitas vezes é o motivo pelo qual comemos e somos capazes de devorar um pacotinho.

6. Fome de estômago

Um ruído na barriga é uma das principais formas para reconhecermos a fome; todavia isto pode ainda não significar necessariamente que nosso corpo precisa de comida.
Escute o seu estômago e comece a se familiarizar com os sinais que ele te traz. Uma opção é utilizar a régua da fome (1: praticamente sem fome e 10, o máximo de fome possível), quais sensações surgem quando você está sem comer por 2hs, 3hs, 5 hs? Isso pode permitir que você encontre qual o melhor momento para se alimentar e, sobretudo, admitir que, a partir do dia, das emoções, do que comeu na refeição anterior, ou seja, o tempo que vai precisar para satisfazer sua fome pode variar.

7. Fome celular ou do corpo

Quando nossas células precisam de nutrientes, podemos nos sentir irritados, cansados ou apresentarmos alguns sintomas, como por exemplo, dor de cabeça. A fome celular é uma das mais difíceis de perceber, precisamos estar mais conectados com nosso corpo para termos esta percepção sutil. A partir de mindfulness ou atenção plena, é possível nos tornarmos mais conscientes dos desejos do nosso corpo por nutrientes específicos.

8. Fome da mente

Em nosso mundo moderno, ansiogênico, nos tornamos facilmente comedores ansiosos. Mindfulness ou Mindful Eating pode ajudar a tranquilizar a mente e permitir uma maior consciência sobre como nosso corpo nos avisa sobre o que necessitamos. Em seguida, temos…

9. Fome do coração

Aqui temos um dos principais tipos de fome, não é possível falar de alimentação sem emoção. A vontade de comer certos alimentos e preparações pode estar relacionada à nossa infância, ou porque já acostumamos nossa mente a buscar determinados alimentos para nos sentirmos melhor (sistema de recompensa do nosso cérebro) – “o comfort food”. Em outras palavras, comer de forma emocional pode traduzir muitas vezes ao desejo de ser acolhido, de ser reconhecido, de receber um abraço.

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